MÃE... Fiz o que me pediste!

Estas palavras foram escritas por um reporter que presenciou o acidente. A jovem, enquanto agonizava, ia dizendo as palavras e o reporter muito chocado ia anotando...
Fui ah festa, mae. Fui a uma festa, e lembrei-me do que me disseste. Pediste-me que eu n bebesse álcool, mãe... Então, bebi uma "Sprite". Senti orgulho de mim mesma e do modo como me disseste que eu me sentiria e que n deveria beber e conduzir. Ao contrario do que alguns amigos me disseram. Fiz uma escolha saudável e o teu conselho foi correcto. E quando a festa finalmente acabou e o pessoal começou a conduzir sem condixoes... Fui para o meu carro, na certeza de que iria para casa em paz... Eu nunca poderia esperar... Agora estou deitada na rua e ouvi o policia dizer: "O rapaz que causou este acidente estava bêbado", mãe, a voz parecia tao distante... O meu sangue esta escorrido por todos os lados e eu estou a tentar com todas as minhas forças n chorar... Posso ouvir os paramédicos dizerem: "A rapariga vai morrer"...Tenho a certeza de que o rapaz n tinha a menor ideia, enquanto ele estava a toda velocidade, afinal, ele decidiu beber e conduzir e agora tenho que morrer... Então por que as pessoas fazem isso, mãe? Sabendo que isto vai arruinar vidas? A dor esta-me a cortar como uma centena de facas afiadas... Diz a minha irma para n ficar assustada, mae, diz ao papa que ele seja forte... E quando eu partir, escreva "Menina do Pai" na minha sepultura... Alguem deveria ter dito aquele rapaz que eh errado beber e conduzir... Talvez, se os seus pais tivessem dito, eu ainda estivesse viva... Minha respiraxao esta a ficar mais fraca, mae, e estou realmente a ficar com medo... Estes sao os meus momentos finais e sinto-me tao desesperada... Eu gostaria que tu pudesses abracar-me, mae, enquanto estou esticada aqui a morrer, eu gostaria de poder dizer que te amo, mae... Entao... Amo-te e adeus..."

Paises mais pacificos


Veja dados no site da Vision of Humanity Global Peace Index 2009 .
Os dados deixam a desejar muito, porque como se sabe estes estudos sao feitos por organizacoes do governo norte americano e com e sob influencias politicas.

África

A continuidade dos conflitos armados, o avanço de epidemias e o agravamento da miséria marcam a história recente da África e contribuem para o isolamento económico do continente. Algumas nações alcançam relativa estabilidade política e desenvolvimento: é o caso da África do Sul, responsável por um quinto do PIB africano, graças à exportação de ouro, minério de ferro, diamante e carvão e a maciços investimentos no parque industrial, e dos países árabes da chamada África Branca, ao norte, como Líbia, Argélia e Egipto, onde a economia está baseada na exploração de petróleo e gás natural. Enquanto isso, a região da África Subsaariana, que abrange os países de população negra situados ao sul do deserto do Saara, é a única área do planeta que regrediu economicamente em relação à década de 60. O continente é marcado também pelos conflitos etno-religiosos, tanto entre clãs e tribos na África Negra, quanto entre guerrilheiros fundamentalistas e o governo nos países islâmicos. Após o processo de descolonização, entre as décadas de 1950 e 1970, as guerras civis tornaram-se constantes na região da África Subsaariana, já que as fronteiras políticas dos Estados nascentes não obedeceram às divisões étnicas, religiosas e linguísticas dos povos nativos. Desde então, cerca de 20 nações africanas já entraram em guerra. As ricas reservas de minérios, com enorme potencial para impulsionar o desenvolvimento económico, funcionam, ao contrário, como motor de alguns conflitos.

Há fome e subnutrição crónica em quase 20 países. O maior problema na área da saúde é a propagação de epidemias. Cerca de 90% dos casos mundiais de malária ocorrem na África Subsaariana e 71% dos portadores do vírus HIV no planeta vivem na região. Em Botsuana e Zimbábue a Aids atinge 1 em cada 4 adultos. Por causa da SIDA, a expectativa de vida dos africanos cai drasticamente. Em 1990, ela era de 59 anos e até 2005 deve baixar para 45 anos. O atraso económico e a ausência de uma sociedade de consumo em larga escala colocam o mercado africano em segundo plano no mundo globalizado. O Produto Interno Bruto (PIB) da África representa apenas 1% do total mundial e o continente participa de apenas 2% das transacções comerciais que acontecem no mundo (participava de 6% nos anos 60). O resultado é que 260 dos 600 milhões de habitantes da África vivem com até um dólar por dia, abaixo do nível de pobreza definido pelo Banco Mundial. Impulsionado pelo crescimento da África do Sul, o bloco económico SADC (formado por 14 países) se firma como o pólo mais promissor do continente. Nos países do mundo árabe, ao norte, a exploração de petróleo e gás natural traz riqueza a nações como Argélia, Líbia e Nigéria, apesar da oscilação do preço desses produtos no mercado internacional.

Características físicas - Um terço do território é ocupado pelo deserto do Saara (8,6 milhões de km2). Nessa parte árida, porém, se localiza uma das regiões mais férteis do globo: a faixa de terra banhada pelo rio Nilo. Na porção úmida equatorial, encontram-se as florestas tropicais, que perdem densidade e se transformam em savanas à medida que se distanciam para regiões mais secas, ao norte e ao sul. A cobertura vegetal tem sido reduzida pelo desnatamento, e o aumento das áreas desérticas é um dos principais problemas ambientais do continente. O litoral é regular, com poucas ilhas. O clima é quente (equatorial ou tropical) na maior parte do território, excepto nas extremidades sul e norte, onde é temperado.

Religião e idioma - Ao lado de cultos animistas, praticam-se o islamismo, o cristianismo e o hinduísmo. Predominam as línguas e os dialectos do tronco africano e do tronco camito-semítico. É grande a influência do português, do francês e do inglês, idiomas dos principais grupos colonizadores.

Pobreza em África

O que é a fome ?

A fome é a escassez de alimentos que, em geral, afecta uma ampla extensão de um território e um grave número de pessoas

As ajudas dos países mais ricos aos mais pobres são uma gota de água no Oceano ...

A Pobreza pode ser caracterizada por diversos aspectos, principalmente:

Carência de bens e serviços essenciais (necessidades da vida quotidiana – alimentação, alojamento, cuidados de saúde, vestuário);

Falta de recursos económicos ; Carência Social ; Carência energética;

Cerca de 100 milhões de pessoas estão sem tecto;
1 bilhão são analfabetos;
1,1 bilhão de pessoas vivem na pobreza, destas, 630 milhões são extremamente pobres, com renda "per capita" anual bem menor que 275 dólares;
1,5 bilhão de pessoas sem água potável;
1 bilhão de pessoas passam fome;
150 milhões de crianças subnutridas com menos de 5 anos (uma para cada três no mundo);
12,9 milhões de crianças morrem a cada ano antes dos seus 5 anos de vida;

Causas naturais
Clima; Seca; Inundações; Terramotos; As pragas de insectos e as enfermidades das plantas.

Causas humanas
Instabilidade política; Ineficácia e má administração dos recursos naturais; A guerra; Os conflitos civís; O difícil acesso aos meios de produção pelos trabalhadores rurais, pelos sem-terras ou pela população em geral; As invasões; Deficiente da planificação agrícola; A injusta e antidemocrática estrutura fundiária, marcada pela concentração da propriedade das terras nas mãos de poucos; O contraste na concentração da renda e da terra num mundo subdesenvolvido; A destruição deliberada das colheitas; A influência das transnacionais de alimentos na produção agrícola e nos hábitos alimentares das populações de Terceiro Mundo; A utilização da "diplomacia dos alimentos" como arma nas relações entre os países; A relação entre a dívida externa do Terceiro Mundo e a deterioração cada vez mais elevada do seu nível alimentar; A relação entre cultura e alimentação.

Causas da fome crónica e desnutrição
Pobreza; Distribuição ineficiente dos alimentos; Reforma agrária precária; Crescimento desproporcional da população em relação à capacidade de sustentação. Fome infantil
Cerca de 5 a 20 milhões de pessoas falecem por ano por causa da fome e muitas delas são crianças.

Consequências da fome
As consequências imediatas da fome são a perda de peso nos adultos e o aparecimento de problemas no desenvolvimento das crianças. A desnutrição, principalmente devido a falta de alimentos energéticos e proteínas, aumentam nas populações afectadas e faz crescer a taxa de mortalidade, em parte, pela fome e, também, pela perda da capacidade de combater as infecções.

Classe dominante
Alterar essa situação significa alterar a vida da sociedade, o que pode não ser desejável, pois iria contrariar os interesses e os privilégios em que se assentam os grupos dominantes. É mais cómodo e mais seguro responsabilizar o crescimento populacional, a preguiça do pobre ou ainda as adversidades do meio natural como causas da miséria e da fome no Terceiro Mundo.